Na guarda compartilhada, o tempo de convivência com os filhos deve ser dividido de forma equilibrada entre mãe e pai. No entanto, é importante destacar que essa divisão equilibrada não implica, necessariamente, uma repartição matemática ou igualitária dos dias da semana.
A intenção da lei é assegurar que ambos os genitores participem ativamente da criação, educação e desenvolvimento dos filhos, mesmo que não vivam sob o mesmo teto, promovendo o exercício conjunto da autoridade parental.
A definição de como será essa convivência varia conforme as particularidades de cada caso, sempre com base no princípio do melhor interesse da criança. Isso significa que o juiz, ao analisar a situação concreta, deverá levar em conta fatores como a rotina da criança, a disponibilidade dos pais, a distância entre as residências e a viabilidade logística para garantir o bem-estar físico, emocional e psicológico dos filhos.
Em muitos casos, mesmo quando há guarda compartilhada, os filhos podem residir com um dos genitores, tendo com o outro um convívio regular e estruturado ao longo da semana, nos finais de semana, feriados e férias escolares.
Embora a Lei nº 13.058/2014 tenha introduzido o conceito de “divisão equilibrada do tempo” como um dos pilares da guarda compartilhada, isso não deve ser interpretado como uma exigência de dividir os dias exata e igualmente, mas sim como uma diretriz para garantir o envolvimento real de ambos os pais nas diversas esferas da vida da criança.
Quando não há acordo entre os pais, cabe ao juiz definir os períodos de convivência, podendo contar com o apoio de equipe técnica especializada, como psicólogos e assistentes sociais, para avaliar a situação familiar e indicar o arranjo mais adequado.
A guarda compartilhada é a regra prevista em lei sempre que ambos os genitores estiverem aptos ao exercício do poder familiar, salvo se um deles expressamente abrir mão da guarda ou houver risco de violência doméstica ou qualquer outra circunstância que prejudique o menor.
Na prática, a convivência pode ser organizada de forma bastante flexível, respeitando a rotina da criança e a realidade de cada família. É comum, por exemplo, que os finais de semana sejam alternados entre os pais, que feriados e datas comemorativas sejam divididos de maneira equilibrada (como Natal, Ano Novo e aniversários), e que as férias escolares sejam compartilhadas entre os genitores.
Também é possível estabelecer visitas durante a semana ou definir dias fixos para participação em atividades escolares ou de lazer. Em alguns casos, apesar de haver uma residência principal, a criança pode manter o que se chama de “duplo domicílio”, com convívio contínuo e afetivo com ambos os pais, desde que isso atenda ao seu melhor interesse.
Em resumo, a legislação brasileira não estabelece um número fixo de dias que o pai deve permanecer com o filho na guarda compartilhada. O que se busca é assegurar uma convivência equilibrada e uma corresponsabilidade efetiva, com decisões tomadas em conjunto e presença constante na vida da criança.
Cada acordo ou decisão judicial será moldado conforme as necessidades do filho e a realidade familiar, sempre priorizando seu bem-estar e desenvolvimento saudável.
A maneira de construir o direito de convivência busca assegurar um ambiente familiar saudável, respeitoso e equilibrado, onde o desenvolvimento da criança seja plenamente protegido.
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