A minha conta do Instagram divide no divórcio?

A minha conta do Instagram divide no divórcio?

Este é um tema bastante relevante, principalmente para os criadores de conteúdo digital, considerando a crescente expansão das contas vinculadas ao Instagram utilizadas como forma de trabalho, faturamento e disseminação de conhecimento e valores.

  1. O que são bens digitais

Inicialmente, é importante esclarecer o que são os chamados “bens digitais”.

Esses bens são ativos não corpóreos, ou seja, que não podem ser “tocados”, como ocorre com um bem imóvel ou móvel (apartamento, casa, carro), mas que são acessados por meio eletrônico e possuem valor financeiro atrelado à sua utilidade. 

Exemplos de bens digitais incluem contas profissionais de Instagram, conteúdos disponibilizados em sites, criptomoedas, itens de jogos virtuais, entre outros.

  1. Partilha no divórcio das contas de Instagram

No que se refere às redes sociais, como contas profissionais no Instagram utilizadas por influenciadores, sua partilha dependerá do regime de bens adotado pelo casal. 

É importante entender que, mesmo que não exista um CNPJ vinculado à atividade empresarial desempenhada no Instagram, se aquele perfil gera renda e essa renda é acumulada, ela será partilhada com o parceiro(a). 

Se existir CNPJ, também será, porque se trata de uma empresa que gera renda e foi aberta ao longo do relacionamento, logo, o outro tem direito à metade, sendo um “sócio do sócio”, não tendo direito de ter participação no conteúdo, que é personalíssimo daquela pessoa, mas tendo direito de participar nos lucros. 

Por isso, é essencial a celebração de pacto antenupcial, especialmente quando há expectativa de crescimento patrimonial decorrente da atividade digital.

Recomenda-se que influenciadores incluam cláusulas específicas em seu pacto matrimonial ou contrato formalizador de união estável, prevendo a separação das contas digitais, por se tratarem de instrumentos diretamente ligados ao trabalho.

É possível, inclusive, combinar os regimes de bens. Um casal pode optar pela comunhão parcial de bens, aplicável aos bens adquiridos durante o casamento, e, ao mesmo tempo, adotar a separação total (cláusulas de incomunicabilidade) para suas atividades empresariais, preservando a autonomia patrimonial de cada um.

Assim, os bens comuns serão partilhados, enquanto os vinculados às atividades profissionais permanecerão incomunicáveis, por envolverem aspectos empresariais e terceiros colaboradores.

  1. Conta de Instagram utilizada por um casal

Caso a conta digital seja utilizada por ambos os cônjuges para produção de conteúdo, é recomendável alinhar previamente as expectativas sobre o futuro da rede social, acordando sobre qual dos cônjuges continuará utilizando o meio, além de outros critérios utilizados na determinação da partilha, inclusive, se irá gerar o direito de indenização para uma das partes. 

Dessa forma, haverá a realização de uma partilha de bens de modo justo e equilibrado para ambos os lados, sendo importante considerar os interesses e os acordos feitos pelo ex-casal, a fim de que sejam atendidos.

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Tudo o que você precisa saber sobre a separação de bens

Tudo o que você precisa saber sobre a separação de bens

O regime de bens escolhido no casamento ou na união estável é fundamental para disciplinar as relações patrimoniais do casal. Embora o Direito de Família brasileiro priorize a autonomia privada, permitindo que os nubentes escolham livremente seu regime, existem situações específicas em que a lei impõe, de forma cogente, o Regime da Separação de Bens.

Conhecido como Regime de Separação Legal ou Separação Obrigatória de Bens, este regime tem o objetivo de proteger interesses específicos, mas traz consigo uma série de nuances jurídicas que demandam atenção especializada.

O que é a Separação Obrigatória de Bens?

A Separação Obrigatória de Bens é aquele imposto pela lei, em restrição à autonomia privada, em certas hipóteses expressamente previstas no Código Civil (CC). A regra é taxativa, não comportando interpretação extensiva, ampliativa ou analógica.

Quando o Regime é Obrigatório (Art. 1.641 do CC)?

O Código Civil, em seu artigo 1.641, elenca três situações em que o regime da separação de bens é compulsório, aplicando-se como uma sanção patrimonial:

1. Pessoas que contraírem casamento com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento (CC, Art. 1.523). As causas suspensivas são circunstâncias que recomendam a não realização do casamento, geralmente por envolverem potenciais conflitos patrimoniais. O desrespeito a essas causas não torna o casamento nulo ou anulável, mas impõe a restrição patrimonial.

    ◦ Exemplo: O viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido não deve casar antes de fazer o inventário e a partilha dos bens do casal e dar partilha aos herdeiros. A intenção é evitar a confusão de patrimônios. Outro exemplo é o divorciado que casa sem que a partilha dos bens do casamento anterior tenha sido homologada ou decidida.

2. Pessoa maior de 70 (setenta) anos. Esta imposição visa conferir proteção ao patrimônio do idoso que está se casando, bem como aos interesses de sua prole. Esse entendimento foi relativizado recentemente por um julgamento do STF e, agora, essas pessoas podem escolher outro regime de bens se fizerem um pacto antenupcial. 

3. Todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. Isto se aplica, por exemplo, aos menores de idade (entre 16 e 17 anos) que necessitam de autorização judicial para o casamento devido à recusa injusta dos pais ou representantes legais. Se o suprimento judicial for deferido, o casamento será celebrado sob o regime da separação obrigatória de bens.

A Regra e a Mitigação: O Papel da Súmula 377 do STF

Pela regra literal, a separação obrigatória de bens implicaria a completa separação do patrimônio dos cônjuges, de modo que cada um administraria e disporia livremente de seus bens presentes e futuros.

Contudo, a história e a prática demonstraram que essa imposição causava profundas injustiças, especialmente ao cônjuge que dedicava sua vida aos cuidados do lar e dos filhos, sem gerar renda formal, ficando desamparado na dissolução do casamento.

Para evitar o enriquecimento sem causa, o Supremo Tribunal Federal (STF) editou a Súmula 377, que amenizou o regime obrigatório:

Súmula 377 do STF: “No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos na constância do casamento”.

Essa súmula traz para a separação obrigatória um princípio da comunhão parcial de bens, sendo por vezes vista como uma “conversão jurisprudencial forçada”.

Embora a Súmula 377, em sua literalidade, pudesse sugerir a presunção do esforço comum, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou o entendimento de que a comunicabilidade dos bens adquiridos na constância do casamento, no regime de separação obrigatória, depende da comprovação do esforço comum para a aquisição.

Em outras palavras, para que haja a meação e partilha desses bens, o cônjuge deve provar sua participação (direta ou indireta) na formação do patrimônio. Esta interpretação restritiva visa justamente não desvirtuar a opção legislativa e manter o repúdio ao enriquecimento sem causa.

A Separação Obrigatória e União Estável

As regras de imposição do regime da separação legal, especialmente a referente à idade (maiores de 70 anos), são aplicadas por analogia à união estável.

Na união estável de pessoa maior de setenta anos, impõe-se o regime da separação obrigatória, sendo possível a partilha de bens adquiridos na constância da relação, desde que comprovado o esforço comum.

O regime de bens cessa com a dissolução da sociedade conjugal (divórcio). No entanto, a jurisprudência estabelece que o marco final para a comunicação patrimonial é a separação de fato.

Se o casal estava separado de fato, os bens adquiridos por um dos cônjuges a partir dessa data não se comunicam e pertencem exclusivamente a quem os adquiriu, mesmo que o divórcio não tenha sido formalizado.

No processo de partilha, em regime de separação obrigatória, deve ser feita uma análise detalhada para determinar se os bens são comuns (adquiridos com esforço comum) ou particulares, aplicando-se, no que couber, as regras da comunhão parcial de bens, mas com o ônus de comprovação.

É Possível Afastar a Súmula 377?

Sim, a jurisprudência e a doutrina têm admitido que os nubentes ou companheiros, sujeitos ao regime da separação obrigatória, podem, por meio de pacto antenupcial ou contrato de convivência, estipular uma separação ainda mais absoluta, afastando a incidência da Súmula 377 e impedindo a comunhão dos bens adquiridos pelo esforço comum (aquestos). Esta autonomia privada busca preservar o espírito protetivo da lei, especialmente em relação ao patrimônio do idoso.

A alteração do regime de bens, mesmo o obrigatório, é possível desde que seja solicitada judicialmente e motivada por ambos os cônjuges.

Se o regime foi imposto devido à inobservância das causas suspensivas (incisos I e III do Art. 1.641), a alteração pode ser realizada após a superação da causa que o impôs. Por exemplo, se o inventário pendente for finalizado, a causa suspensiva cessa, e o casal pode pleitear a mudança de regime.

A Importância da Assessoria Jurídica Especializada

Devido à complexidade e às constantes mudanças jurisprudenciais, o regime de separação obrigatória de bens exige cautela. A determinação da partilha e do regime sucessório (o cônjuge no regime de separação obrigatória geralmente não herda, concorrendo com descendentes, mas a análise deve ser minuciosa) requer um advogado para guiar o casal ou os herdeiros através das nuances legais, evitando prejuízos financeiros e conflitos desnecessários.

Seja na prevenção (elaboração de pacto antenupcial que afaste a Súmula 377) ou na dissolução (partilha com comprovação de esforço comum), o acompanhamento profissional é indispensável.

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Posso ter a guarda compartilhada do meu filho morando fora?

É possível mudar o sobrenome do filho?

A guarda compartilhada consiste no compartilhamento de deveres e direitos relativos à vida da criança entre ambos os genitores. Nessa modalidade, pai e mãe deliberam conjuntamente acerca das decisões relevantes para o desenvolvimento do menor, sempre buscando o que melhor atenda aos seus interesses.

Nesse contexto, é perfeitamente possível estabelecer uma rotina em que, a título de exemplo, a criança resida fora do Brasil com a mãe e, em cumprimento ao regime de guarda compartilhada, mantenha contato diário com o pai por meio de videochamadas às 17h, desde que tal horário se mostre compatível com a rotina e as necessidades da criança.

A evolução tecnológica aproximou as relações e facilitou a comunicação, tornando plenamente viável a efetivação da guarda compartilhada à distância, desde que preservados, em primeiro lugar, os interesses do menor.

Dessa forma, as decisões e os compartilhamentos referentes à vida da criança podem ocorrer de forma virtual. No tocante à convivência, é essencial que os termos sejam devidamente estruturados em acordo formalizado entre as partes.

Cumpre salientar que o consenso entre os genitores é sempre o caminho mais adequado. Todavia, caso seja necessária a intervenção judicial, o magistrado observará rigorosamente o princípio do melhor interesse da criança, analisando, dentre outros critérios: com qual genitor o menor mantinha maior convivência; com quem possui maior vínculo afetivo; o local que melhor atenderá às suas necessidades e demais circunstâncias relevantes.

O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou no sentido de ser plenamente possível fixar a guarda compartilhada mesmo quando os genitores residem em países distintos. Ressalta-se que a adoção dessa modalidade de guarda não afasta a convivência do menor com ambos os pais. 

A esse respeito, destaca-se o entendimento da Ministra Nancy Andrighi, relatora no julgamento da Terceira Turma:

“Na guarda alternada, por sua vez, há a fixação de dupla residência, de modo que a prole residirá com cada um dos genitores por determinado período, ocasião em que cada um deles, individual e exclusivamente, exercerá a guarda dos filhos.”

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Quando é necessário pagar pensão para ex?

Em quais situações pode retirar o sobrenome paterno?

A dissolução de um casamento ou união estável, embora marque o fim de um vínculo afetivo, nem sempre encerra de imediato todas as obrigações financeiras entre as partes. A pensão alimentícia devida à ex-cônjuge ou ex-companheira é um tema que ainda gera muitas dúvidas e merece atenção especial no contexto jurídico brasileiro.

Fundamento da Obrigação Alimentar entre Ex-Parceiros

A obrigação de prestar alimentos entre ex-cônjuges e ex-companheiros decorre do dever de mútua assistência existente durante a convivência, bem como do princípio da solidariedade familiar. Após a dissolução da relação, esse dever se converte, em alguns casos, na obrigação alimentar.

Atualmente, a ordem legal de convocação para o pagamento de alimentos prioriza o ex-cônjuge ou ex-companheiro, em vez de parentes consanguíneos, pois a obrigação entre os ex-parceiros decorre diretamente da convivência anterior e do compromisso mútuo assumido.

Requisitos para a Fixação da Pensão: Necessidade e Possibilidade

A fixação da pensão alimentícia está baseada no binômio necessidade x possibilidade:

  • Necessidade: Deve ser comprovada por quem pleiteia os alimentos, demonstrando que não possui meios suficientes para se manter.
  • Possibilidade: Avalia-se a capacidade financeira de quem deve prestar os alimentos, sem comprometer sua própria subsistência.

Não se exige que o padrão de vida anterior seja integralmente mantido, mas que a pensão assegure um mínimo compatível com a condição social da parte que necessita.

Importante destacar que o ex-cônjuge ou ex-companheira não tem direito à ascensão econômica do outro após o fim da relação. A majoração da pensão só é possível mediante prova de aumento das necessidades do credor, e não em razão de melhoria financeira do alimentante.

A Culpa Não Interfere no Direito à Pensão

Com a Emenda Constitucional nº 66/2010, a culpa deixou de ser relevante para a dissolução do casamento. Assim, não cabe mais discutir quem foi o responsável pelo fim da relação como critério para definir ou reduzir o valor da pensão.

Contudo, em casos extremos de comportamento indigno por parte do ex-companheiro ou ex-cônjuge, o direito à pensão pode ser negado, inclusive para os alimentos necessários à sobrevivência.

Tipos de Pensão à Ex-Cônjuge ou Ex-Companheira

  1. Alimentos Tradicionais (ou Civis):
    Destinados a suprir as necessidades básicas de quem os solicita, com base no binômio necessidade-possibilidade.
  2. Alimentos Transitórios:
    Concedidos por tempo determinado, com o objetivo de permitir que o beneficiário atinja sua autonomia financeira – por exemplo, até a conclusão de um curso ou reinserção no mercado de trabalho.
  3. Alimentos Compensatórios (ou Compensação Econômica):
    Visam reequilibrar a situação econômica entre os ex-parceiros, especialmente quando há um desequilíbrio significativo após a separação, como no caso de quem se dedicou exclusivamente à família ou não usufruiu de bens na partilha.

    É essencial que esse tipo de pensão seja solicitado desde o início do processo, pois depende da análise da situação econômica no momento da separação.

Duração e Extinção da Obrigação Alimentar

A pensão à ex-cônjuge ou ex-companheira não é, em regra, vitalícia. Ela se mantém enquanto persistirem a necessidade do credor e a possibilidade do devedor. Alguns fatores que podem levar à extinção da obrigação:

  • Novo casamento, união estável, mudança da necessidade
  • Comportamento indigno do credor
  • Melhora na condição financeira de quem recebe a pensão
  • Impossibilidade financeira de quem paga
  • Morte do alimentante ou do alimentando

Atenção: nenhum desses eventos autoriza a suspensão automática do pagamento. É imprescindível entrar com a ação de exoneração de alimentos, sob pena de inadimplemento.

Considerações Finais

A pensão alimentícia entre ex-cônjuges ou ex-companheiros é uma medida excepcional e, em regra, temporária. Seu objetivo principal é garantir a subsistência e oferecer meios para que a parte em situação de vulnerabilidade econômica possa reorganizar sua vida com dignidade e autonomia.

A análise de cada caso deve sempre considerar as peculiaridades da relação, o contexto da separação, e, sobretudo, o equilíbrio entre as necessidades de quem pleiteia e as possibilidades de quem deve pagar.

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Como descobrir se meu marido está ocultando patrimônio?

Como descobrir se meu marido está ocultando patrimônio?

A ocultação de patrimônio por um dos cônjuges, especialmente em contextos de separação ou divórcio, tem se tornado uma prática cada vez mais comum e sofisticada. Isso representa uma séria ameaça à partilha justa dos bens adquiridos durante a união e fere diretamente os princípios da boa-fé, da isonomia e da solidariedade familiar. 

O Direito de Família dispõe de mecanismos específicos para lidar com tais práticas, buscando restaurar o equilíbrio patrimonial e garantir a efetiva justiça na dissolução da sociedade conjugal.

Formas Comuns de Ocultação Patrimonial

Uma das estratégias mais utilizadas para ocultar patrimônio é a transferência de bens para pessoas jurídicas. O cônjuge que detém controle de uma empresa pode registrar imóveis, veículos e aplicações financeiras em nome dessa pessoa jurídica, com o objetivo de afastá-los da incidência da meação. Essa manobra, muitas vezes, é acompanhada da exclusão do outro cônjuge do quadro societário ou da omissão de sua participação indireta nos lucros e bens da empresa.

Outra prática recorrente é a omissão de bens oriundos de casamentos ou uniões anteriores. Quando não há partilha formalizada desses bens antes de uma nova união, forma-se uma confusão patrimonial que pode prejudicar gravemente o cônjuge atual. O regime da separação obrigatória de bens visa prevenir esse tipo de problema, mas outros problemas surgem a partir desse regime que é imposto.

Também merece destaque a realização de negócios jurídicos fraudulentos com o objetivo de esvaziar o patrimônio familiar. Trata-se da chamada “separação silenciosa”, em que o cônjuge, antevendo o fim da relação, começa a realizar atos com o claro intuito de ocultar bens e dificultar a futura partilha.

Instrumentos Legais para Descoberta e Reversão da Ocultação

A desconsideração inversa da personalidade jurídica é uma das ferramentas mais eficazes nesses casos. Trata-se da possibilidade de o juiz ignorar a separação entre a empresa e o sócio-cônjuge, atingindo os bens registrados em nome da pessoa jurídica quando houver desvio de finalidade ou confusão patrimonial. 

Essa medida é especialmente útil quando a empresa foi usada como fachada para ocultar bens comuns. Mesmo que a sociedade tenha sido constituída antes do casamento, se os bens do casal forem injetados durante a constância da união, o patrimônio gerado não pode ser considerado exclusivamente empresarial.

Outra medida é a ação de exigir contas. Se um dos cônjuges administra bens comuns, ele tem o dever jurídico de prestar contas. Quando há suspeita de má administração ou omissão patrimonial, essa ação permite compelir o cônjuge administrador a apresentar documentação e justificativas sobre a gestão dos bens.

A sobrepartilha é o instrumento adequado quando, após a realização da partilha (judicial ou extrajudicial), são descobertos bens que não foram incluídos. Nesses casos, é possível solicitar a reabertura da partilha para incluir o patrimônio remanescente ou recém-descoberto, garantindo a divisão equitativa.

Já a ação de anulação da partilha pode ser proposta quando se constata que a divisão anterior foi realizada com base em erro, omissão ou dolo. Embora seja uma medida excepcional, e que exige prova robusta de vício de consentimento, pode ser a única via de reparação em casos de partilhas injustas ou fraudulentas.

A investigação financeira é também uma etapa essencial nesses casos. A jurisprudência tem reconhecido a possibilidade de quebra de sigilo bancário e fiscal para investigar a evolução patrimonial do cônjuge ocultador. No regime da comunhão parcial de bens, presume-se que os bens adquiridos na constância do casamento são comuns, cabendo à parte que alega a natureza particular o ônus da prova. A sub-rogação, por exemplo, deve ser demonstrada documentalmente.

Fatores Determinantes para a Partilha Justa

O regime de bens escolhido pelo casal é determinante para identificar o que pertence ao patrimônio comum. Na comunhão parcial, apenas os bens adquiridos onerosamente durante o casamento integram a partilha, enquanto na comunhão universal, todos os bens, anteriores e posteriores, são compartilhados. Na separação convencional ou obrigatória, em tese, cada cônjuge conserva o que é seu, salvo prova de esforço comum.

As dívidas também entram na partilha, desde que tenham sido contraídas em benefício da família. O cônjuge que pagar uma dívida em nome do outro, por exemplo, poderá requerer reembolso se comprovar que a despesa foi de natureza exclusivamente pessoal do devedor.

O princípio da boa-fé e a vedação ao enriquecimento sem causa são pilares do sistema jurídico brasileiro. Quando um cônjuge se apropria indevidamente de bens que deveriam ser partilhados, fere diretamente esses princípios, podendo ser responsabilizado judicialmente. Situações de famílias paralelas também trazem desafios à proteção patrimonial, pois a falta de direitos formalmente reconhecidos pode incentivar a ocultação de bens pelo cônjuge casado.

Por fim, a isonomia entre os cônjuges é garantida pela Constituição Federal. Ambos têm os mesmos direitos e deveres no casamento ou na união estável, não sendo admitida a administração unilateral do patrimônio comum como regra.

A Atividade Empresarial do Marido e Seus Reflexos no Patrimônio da Esposa

A relação entre a atividade empresarial do marido e os impactos financeiros sobre o patrimônio da esposa demanda uma análise jurídica cuidadosa, especialmente quando se trata da responsabilidade por dívidas. A depender do regime de bens adotado e da finalidade da dívida, a meação da esposa pode ser comprometida.

De forma geral, as dívidas contraídas por um dos cônjuges durante o casamento são presumidas como realizadas em benefício da família. Essa presunção permite que os bens comuns do casal respondam por essas obrigações, inclusive a meação da esposa. 

Contudo, a mulher neste exemplo pode se eximir da responsabilidade caso consiga demonstrar que a dívida não trouxe nenhum benefício ao núcleo familiar. 

Importante destacar que essa presunção se inverte nos casos de garantias como o aval prestado a título de favor. Nesses casos, o ônus de demonstrar que houve benefício familiar recai sobre o credor, representando uma relevante ferramenta de proteção patrimonial.

O artigo 978 do Código Civil confere ao empresário casado o poder de alienar ou onerar imóveis pertencentes ao patrimônio da empresa sem necessidade de outorga conjugal, independentemente do regime de bens. 

A finalidade dessa regra é resguardar a autonomia empresarial e separar os bens sociais dos bens particulares. Embora o empresário casado possa dispor de bens da empresa sem autorização da esposa, para atos que envolvam outros bens imóveis, fianças ou avais, a outorga conjugal é, via de regra, exigida. 

A ausência dessa autorização pode acarretar a anulabilidade do ato ou limitar a responsabilidade apenas ao cônjuge que o praticou. A autonomia do empresário, embora prevista em lei, pode gerar insegurança jurídica, especialmente quando há indícios de que ele se utiliza dessa prerrogativa para desviar bens do casal, dificultando sua partilha futura.

A desconsideração inversa da personalidade jurídica é uma ferramenta eficaz para combater fraudes no âmbito familiar. Quando o cônjuge empresário transfere bens do casal para a empresa com o intuito de ocultá-los ou burlar obrigações como a partilha de bens ou pensão alimentícia, o Judiciário pode afastar a separação entre a pessoa jurídica e a pessoa física, atingindo diretamente o patrimônio da empresa. 

Outro ponto relevante é a comunicabilidade das quotas sociais adquiridas durante o casamento. Caso haja esforço comum, direto ou indireto, de ambos os cônjuges, a valorização dessas quotas deve ser partilhada, sob pena de se abrir caminho para fraudes conjugais.

Dívidas anteriores ao casamento, em regra, não recaem sobre o outro cônjuge, salvo se relacionadas aos preparativos matrimoniais ou se revertidas em benefício da família. Nos casos em que atos ilícitos forem cometidos no exercício de atividade econômica, e gerarem benefício ao outro cônjuge, os bens comuns também poderão ser responsabilizados.

Conclusão

A ocultação de bens durante a dissolução de uma relação conjugal é uma afronta à boa-fé, à justiça e à dignidade do outro cônjuge. 

Para enfrentar essa prática, é necessário lançar mão de instrumentos jurídicos robustos e de uma atuação estratégica por parte do advogado. 

A desconsideração da personalidade jurídica, a ação de exigir contas, a sobrepartilha, a investigação financeira e, se for o caso, a anulação da partilha, são ferramentas que permitem ao Judiciário desfazer a camuflagem e restabelecer a justa divisão dos bens.

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Quem fica com a casa na separação com filhos?

Tudo que você precisa saber ANTES de pedir o divórcio

Em casos de separação ou divórcio envolvendo filhos, a definição sobre quem ficará com a casa da família é uma das questões mais sensíveis e, muitas vezes, motivo de disputa judicial. Nesses processos, as decisões são sempre orientadas pelo princípio do melhor interesse da criança, de modo que a moradia deve ser definida priorizando a estabilidade, a segurança e o bem-estar dos menores.

Quando o divórcio é consensual, os cônjuges devem apresentar um acordo que contemple a guarda dos filhos incapazes, o regime de convivência, a contribuição para a criação, educação e, necessariamente, o destino da casa de morada da família. 

É possível, por exemplo, que mesmo sendo um bem comum, a residência seja destinada exclusivamente a um dos cônjuges, ou que se estabeleça o pagamento de aluguel pela utilização da parte pertencente ao outro. Ainda que o divórcio consensual possa ser obtido sem a partilha imediata dos bens, a ausência de acordo patrimonial costuma dificultar sua efetivação prática.

Já no divórcio litigioso, quando não há consenso, cabe ao juiz decidir sobre a casa levando em conta as necessidades de cada parte e, principalmente, o interesse dos filhos. A lei procura proteger a estabilidade da habitação familiar, sendo a “premência da necessidade” um fator determinante.

O regime de guarda também influencia na definição da moradia. Na guarda unilateral, a criança reside com o genitor responsável, sendo comum a permanência deste no imóvel, especialmente se não possui fonte de renda própria. 

Na guarda compartilhada, embora ambos dividam as responsabilidades, costuma-se definir uma residência de referência para a criança. Em casos excepcionais, quando nenhum dos pais reúne condições para exercer a guarda, esta pode ser atribuída a terceiros, como avós ou outros parentes próximos.

A destinação da casa também envolve consequências patrimoniais. É possível que o cônjuge que permaneça sozinho no imóvel comum tenha de pagar aluguel proporcional ao outro, embora o Superior Tribunal de Justiça já tenha decidido que o pai que mora com a filha menor no imóvel não precisa pagar aluguel à mãe. 

Existe ainda a figura do usucapião familiar, prevista no Código Civil, que permite a aquisição da propriedade pelo cônjuge que permaneceu no imóvel após abandono voluntário do outro por dois anos ininterruptos, desde que preenchidos os requisitos legais. 

O imóvel residencial próprio também é protegido pela legislação como bem de família, sendo impenhorável para a maioria das dívidas. Quando a casa é construída em terreno de terceiros, a propriedade pertence ao dono do terreno, cabendo ao ex-cônjuge que participou da construção buscar ressarcimento pelas benfeitorias.

Em síntese, a definição sobre quem ficará com a casa na separação com filhos é uma decisão que exige análise detalhada das circunstâncias do caso, considerando fatores jurídicos, patrimoniais e emocionais. O objetivo central é garantir que a solução adotada seja a mais adequada para preservar o bem-estar e a estabilidade da criança.

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Qual regime de casamento não divide os bens?

É possível ter união estável mesmo estando casado?

No ordenamento jurídico brasileiro, os casais que desejam se casar podem escolher entre diferentes regimes de bens, que são conjuntos de regras que determinam como o patrimônio será administrado durante e após o casamento. Entre os regimes existentes, o que se destaca por não promover a divisão de bens é o regime da separação total de bens.

Neste regime, todos os bens adquiridos antes e durante o casamento permanecem de propriedade individual de cada cônjuge. Isso significa que não há comunhão de patrimônio: cada pessoa administra seus próprios bens, podendo comprar, vender ou doar sem a necessidade de autorização do outro. 

Em caso de divórcio ou falecimento, não há partilha dos bens, salvo se houver comprovação de que foram adquiridos em comum, o que exige provas específicas.

A separação total de bens pode ser escolhida livremente por meio de pacto antenupcial, lavrado em cartório antes da celebração do casamento. Em algumas situações, ela é imposta por lei, como nos casos em que um dos cônjuges tem mais de 70 anos no momento do casamento, o que é chamado de separação obrigatória de bens.

É importante destacar que, mesmo sob esse regime, pode haver discussões judiciais se houver contribuição de um cônjuge na aquisição de bens em nome do outro. Nestes casos, a justiça pode reconhecer o direito de participação nos bens por meio de uma ação específica.

Portanto, se o objetivo do casal é manter o patrimônio totalmente separado, o regime da separação convencional de bens é o mais indicado, mas algumas cláusulas específicas podem ser trazidas para evitar eventuais pleitos judiciais futuros, como a tentativa de reconhecimento de sociedade de fato. 

Essa decisão deve ser tomada com cautela e, de preferência, com orientação jurídica, já que terá efeitos importantes na vida patrimonial do casal.

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Pai tem direito à guarda do filho? Entenda como funciona

Sou obrigado a pagar tudo o que a mãe pede de pensão?

A guarda dos filhos, após o fim da convivência conjugal, é um dos temas que mais gera dúvidas e conflitos entre os pais. No entanto, é importante destacar que o direito à guarda não pertence exclusivamente à mãe: o pai também pode exercer plenamente esse direito, desde que observados os princípios legais e, principalmente, o melhor interesse da criança e do adolescente.

A legislação brasileira determina que o vínculo entre pais e filhos não é rompido pelo divórcio, pela separação ou pela dissolução da união estável. Assim, a guarda pode ser estabelecida em diferentes modalidades, conforme a realidade de cada família e a conveniência para o bem-estar dos filhos.

A guarda compartilhada é a regra geral no ordenamento jurídico brasileiro. Mesmo quando não há consenso entre os pais, ela pode ser determinada pelo juiz, desde que ambos estejam aptos ao exercício do poder familiar. 

Nessa modalidade, o pai e a mãe compartilham, de forma equilibrada, as responsabilidades relativas à criação dos filhos, participando conjuntamente das decisões importantes sobre educação, saúde, lazer, religião e outros aspectos essenciais ao desenvolvimento da criança. 

O tempo de convivência deve ser ajustado de maneira a respeitar as condições práticas e os interesses dos filhos, não sendo necessário que haja divisão exata de dias ou semanas, que seria matéria de uma discussão sobre o direito de convivência, ou como é conhecido popularmente, direito de visitas, e não mais propriamente sobre a guarda compartilhada.

Há também situações em que a guarda unilateral pode ser atribuída ao pai. Isso pode ocorrer de comum acordo entre os genitores, mediante homologação judicial, ou por decisão do juiz, sempre com base em elementos concretos que demonstrem que o pai reúne melhores condições para assumir a guarda, seja por fatores emocionais, estruturais ou pela existência de riscos no ambiente materno. 

Em casos como esse, a mãe pode expressamente abrir mão da guarda ou ser considerada inapta, especialmente quando houver indícios de violência, negligência, uso abusivo de substâncias ou outras situações que coloquem em risco o bem-estar do menor. 

Mesmo na guarda unilateral, o genitor não guardião mantém o direito-dever de participar da vida do filho, sendo assegurado o direito de convivência, de solicitar informações e de supervisionar as decisões relativas à saúde, educação e desenvolvimento da criança. 

É importante ressaltar que a alteração da guarda também pode ocorrer quando um dos pais dificulta sistematicamente a convivência da criança com o outro genitor, sendo possível a aplicação de sanções legais, inclusive com perda ou suspensão do poder familiar.

Por fim, é fundamental destacar que a insuficiência de recursos materiais, por si só, não constitui motivo legítimo para a perda da guarda. O que se exige dos pais é o comprometimento com os deveres inerentes à parentalidade, a disponibilidade emocional, o cuidado, o zelo e a promoção de um ambiente saudável para o pleno desenvolvimento da criança.

Portanto, tudo parte da análise do melhor interesse da criança, sendo posteriormente negociado termos de convivência que sejam bons para todos.

Assim, é imprescindível o acompanhamento de um especialista nesse processo, que possa intermediar tais definições e resguardar os interesses ali envolvidos de acordo com as normas legais. 

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Como funciona o divórcio com filhos menores?

Como funciona o divórcio com filhos menores

O divórcio é um momento delicado na vida de qualquer casal, e quando há filhos menores envolvidos, a atenção deve ser redobrada. Nesses casos, o processo vai além da separação do casal: envolve decisões importantes sobre o bem-estar e o futuro das crianças. 

A lei brasileira trata esse tema com bastante cuidado, sempre buscando proteger os direitos dos filhos.

Um dos primeiros pontos a ser definido é a guarda da criança. A forma mais comum atualmente é a guarda compartilhada, onde pai e mãe dividem as responsabilidades sobre as decisões da vida dos filhos, mesmo que a criança more com apenas um deles. 

Essa modalidade busca garantir a presença ativa de ambos os pais na criação. Em algumas situações específicas, como quando um dos genitores não tem condições de exercer esse papel, pode ser determinada a guarda unilateral, ficando a criança sob os cuidados de apenas um dos pais.

Outro aspecto essencial é a pensão alimentícia, que serve para cobrir os custos com alimentação, educação, saúde, moradia, vestuário e lazer da criança. 

O valor é calculado com base nas necessidades do filho e na capacidade financeira do genitor responsável pelo pagamento, sendo proporcional entre ambos os genitores. Essa obrigação geralmente se estende até o fim dos estudos na faculdade, podendo ser prorrogada em casos específicos.

A convivência com ambos os pais também é um direito da criança. Mesmo que a guarda não seja compartilhada, é importante manter uma rotina de visitas bem definida, que permita à criança manter laços afetivos com os dois. Esse cronograma pode ser acordado entre os pais ou estabelecido pelo juiz, sempre pensando no que for melhor para o filho.

É importante destacar que, quando há filhos menores, o divórcio precisa obrigatoriamente passar pela homologação judicial. Mesmo que os pais estejam de acordo com todos os termos da separação, um juiz precisa avaliar o caso para garantir que os direitos da criança estão sendo respeitados. O Ministério Público também participa do processo, atuando como fiscal da lei.

Por fim, além de todas as definições legais, é fundamental cuidar do lado emocional. O divórcio pode ser confuso e difícil para uma criança, por isso os pais devem manter uma comunicação respeitosa e, se necessário, buscar apoio psicológico para ajudar os filhos a atravessarem esse momento com mais segurança e equilíbrio.

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Divorciou e não fez a partilha dos bens? Cuidado!

Como Fica a Empresa no Divórcio?

Muitas pessoas se perguntam o que acontece se divorciar e não fizer a partilha de bens. Ao assinar o divórcio, todos os assuntos legais parecem estar resolvidos. No entanto, um ponto essencial que costuma ser deixado de lado por algumas pessoas é a partilha de bens

Se você se divorciou, mas não formalizou juridicamente a divisão do patrimônio do casal, é preciso atenção: isso pode gerar grandes problemas no futuro.

Quando o casal se separa oficialmente, o vínculo conjugal se encerra, mas sem a partilha a união patrimonial continua ativa perante terceiros. Isso significa que, mesmo após o divórcio, bens adquiridos em nome de um dos ex-cônjuges durante o relacionamento podem ser penhorados por dívidas posteriores do outro. 

Até explicar que uma parte daquilo te pertence, a dor de cabeça já foi criada. 

Além disso, sem a partilha formalizada, o ex-cônjuge continua tendo direitos sobre os bens, podendo até mesmo dificultar futuras transações, como a venda de um imóvel. 

Em casos extremos, a falta de partilha pode comprometer investimentos ou permitir a deterioração de bens móveis, como veículos, que ficaram apenas na posse de um dos ex-cônjuges.

Outro risco comum é o falecimento de um dos ex-cônjuges antes da partilha. Neste caso, os bens que ainda não foram divididos entram no inventário e podem ser disputados por herdeiros, inclusive aqueles que não têm relação com o ex-cônjuge sobrevivente. Imagine a dor de cabeça!

Se você está divorciado(a) e ainda não fez a partilha dos bens, o ideal é procurar um advogado especializado em direito de família e regularizar essa situação o quanto antes. A partilha pode ser feita de forma consensual, extrajudicialmente (em cartório), ou, se houver discordância, por meio de ação judicial.

Lembre-se: o divórcio encerra o casamento, mas não resolve automaticamente a questão dos bens. Evite problemas no futuro. Regularize sua situação da forma correta e tenha tranquilidade para seguir em frente.

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